1917
Esse é um filme de guerra que
carrega a urgência de um mundo em paz
( Por Sihan Felix - 24 de Janeiro de 2020
às 09h19)
1917 é
quase uma desconstrução. É, de fato, um filme de guerra, mas acaba por fugir
dela a todo instante. A intenção, desde o início, parece ser sustentar os
horrores do combate como um fantasma, uma assombração que pode atacar a
qualquer momento – como Blake é atacado sem que seja mostrada a situação
inicial. A esse ponto, com a intenção de entregar uma carta para evitar a morte
de 1.600 homens, Schofield acaba por carregar também a função particular de dar
uma notícia indesejada ao Tenente Blake (Richard Madden).
A capacidade da direção de
fotografia de Roger Deakins em iluminar e justificar sua iluminação é algo
quase inacreditável. Se, a princípio, Deakins concebe o citado campo aberto e
os primeiros contatos visuais do espectador com as trincheiras utilizando
possivelmente apenas luz natural, é ao aquecer tudo no terceiro ato que sua
assinatura brilha: o espetáculo visual de luzes, sombras e cores em meio a uma
cidadela em chamas é tão hipnotizante quanto o dito método escolhido por Mendes.
É nesse ponto, inclusive, que também se destaca com mais intensidade a música
de Thomas Newman, construindo uma unidade condensada, prestes a implodir em
meio às explosões.
ATIVIDADES
Tomando como fundamento o filme 1917 assistido em sala de aula e também
com base na crítica acima, feita por Sihan Felix, responda as questões
seguintes:
1 - Leio o texto a seguir e, em seguida, assinale a
alternativa correta.
Outro
soldado francês descreveu como infantes abatidos por metralhadoras ficaram
estirados durante um mês diante de sua trincheira, “alinhados como numa
manobra. A chuva cai sobre eles inexoravelmente, e balas despedaçam seus ossos
embranquecidos. Certa noite, Jacques, durante uma patrulha, viu enormes ratos
saindo debaixo de seus casacos desbotados. Estavam gordos da carne humana de
que se alimentavam. Com o coração batendo, ele se aproximou rastejando de um
morto. O capacete tinha rolado. O morto ostentava uma careta na face desprovida
de carne; o crânio pelado, os olhos comidos. Uma dentadura caíra em sua camisa
decomposta e, da boca, escancarada, saltou um animal imundo”. (HASTINGS, Max.
Catástrofe: 1914 - a Europa vai à guerra. Trad. Berilo Vargas. Rio de Janeiro:
Intrínseca, 2014.).
A descrição que o historiador Max Hastings trouxe é de um
soldado da Primeira Guerra Mundial que viveu nas trincheiras no Front
Ocidental. A partir dela, podemos perceber que o ambiente das trincheiras:
a) era favorável à defesa da
posição.
b) era vulnerável e insalubre.
c) estava abandonado há meses.
d) não foi comum na Primeira
Guerra.
e) não sofria ataques de
bombas, apenas de tiros.
2 - O uso das trincheiras na
Primeira Guerra Mundial:
a) acelerou o fim do embate
entre os países beligerantes.
b) encerrou as disputas
territoriais entre os países europeus.
c) marcou a memória de uma
geração de forma traumática.
d) incentivou o seu emprego
nas lutas europeias posteriores.
e) garantiu a proteção da
população civil dos horrores do conflito.
Professor a gente não terminou de assistir o filme em sala de aula, o que fazemos?
ResponderExcluirPode assistir pelo YouTube
ResponderExcluirE pra copiar no caderno??
ResponderExcluirComo que baixa o filme professor?
ResponderExcluirBom dia caríssimos alunos! Essas duas questões, mesmo pra quem não terminou de assistir o filme, podem ser respondidas tranquilamente, pois abordam o tema sobre trincheiras comentado em sala de aula. Façam as questões no caderno ok! Continuem se cuidando e até breve!
ResponderExcluirProfessor não conseguimos baixar o filme, no YouTube tem q.pagar R$ 44,00. O Senhor tem o.link pra mandar pra gente?
ResponderExcluirBom dia, galera! Vou tentar mandar o link do filme por aqui ok.
ResponderExcluirProfessor, que conteúdos vamos estudar neste ano e nestes bimestres?
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